quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Manifesto das “Fulanas de Tal”.

  Manifesto das “FULANAS DE TAL”.



 


Nós, Fulanas temos o princípio feminino, na construção do universo.
Somos um núcleo de criação em todas as ações. Nossos úteros a partir da dor e do sofrimento fabricam guerreiros e guerreiras... Geramos todas periferias dos seres e das coisas.
Somos Fulanas... São muitas e estamos por todos os lugares.
Estamos em tudo que flui, em tudo que transforma, que transcende e retorna. 

Estamos alinhadas ao princípio masculino e com ele nós estabelecemos o equilíbrio das forças, das energias e vibrações do cosmo, meio e fim de nossa história cósmica e humanitária.

Aliamos arte e diversas Culturas. Somos costureiras e bordadeiras de nossas almas, nossos corpos... Somos holísticas. Cantadeiras da canção da inteireza. Temos dúvidas e certezas.

Somos Fulanas de vários rítmos.
De várias vozes,
Dos intervalos do tempo da gestação...
Somos pintoras da imagem que surpreende nossa crua realidade.
Somos floresta que abastece nossos filhos e nossos sonhos,
Somos água e ventania, calmaria e maresia...
Somos revolta e consagração.

Nós, Fulanas, somos o princípio que gera e agrega. Temos o poder de destruir e reconstruir a vida.
Nós, Fulanas, reinventamos o que já está ultrapassado, parado e estagnado.
Arejamos pensamentos estáticos e blindados.
Somos as Fulanas dos espinhos e das flores de aço. Temos em nós um grande oceano de diversidade... E em nossos colos embalamos a humanidade.

Somos
Fulanas de Tal e vamos virar a mesa, não queremos fazer parte da alienação e só ficar com o pão de cada dia.
Não queremos dar as costas para as necessidades das futuras gerações.

Nós, Fulanas, estamos unidas pela justiça, pela responsabilidade no protagonismo social. 
Estamos em todas as quebradas, armadas de coragem e de disposição para demolir se for preciso o imaginário cultural que aprisiona a geografia das Mulheres.


Nós, "Fulanas de Tal" damos um SALVE à frente da resistência feminina, pois estamos escrevendo nossos próprios contos de operárias... Professoras, Presidenta, mães, tias, filhas, avós, cientistas, esposas, paraquedistas, políticas, artistas, jardineiras, sacerdotisas, presidentes, poetas, parteiras, e tal...

Somos Fulanas rezadeiras do caminho do bem... Em defesa da Cultura e dos direitos...
Somos Fulanas e faremos a transgressão constante e necessária do
AMOR...


((( Ivone Landim )))
03/01/2011.


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Tapete carmesim...



A dolência do passado não deixo-me entorpecer...
Que os laços errados apodreçam e venha o alvorecer.
Que as palavras torpes por si só, retornem aos lábios de nó.
Meu nome: “ousadia”, a mesma, os frios sem coragem tem medo de conhecer.

Faço da minha estrada cinzenta, tapete carmesim,
Sei que a poeira de outrora é grudenta, eu insisto e ponho fim!
Fim no velho jardim, cuja as flores, margaridas...
Morrem secas sem colibris.

Pele alva, olhos tristes, alma forte...
Sedenta de rios, cujo o nome: carinho.
Abomino a frieza, aquela, que não tem beleza e nem põe mesa.

A indiferença dos orgulhosos no penhasco,
Já não queima-me a carne,
Ofereço então meu regaço, misturado com meu canto, para seu pobre pranto.


((( Camila Senna)))

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Um pouco de "DEUSAS" para as Fulanas...

Algumas Deusas...

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Afrodite – 
Deusa do amor, beleza e êxtase sexual. De acordo com Hesíodo, nasceu quando Urano foi castrado por Cronos, que atirou os órgãos genitais ao mar; um turbilhão levantou-se e dele ela surgiu. Há uma outra versão em que Afrodite é filha de Zeus e Dione.
Afrodite era uma deusa de origem asiática, similar a Ishtar da Mesopotâmia, e a Ashtart sírio-palestina. Seus símbolos eram o delfim, o pombo, o cisne, a romã e a limeira.
A presença de Afrodite causou um alvoroço no Olimpo; Zeus, temendo uma briga entre os deuses, por causa dos seus encantos, resolveu casá-la com Hefesto, deus do fogo e ferreiro dos deuses, por ele considerado o mais estável emocionalmente; também se conta que foi uma forma de Zeus castigá-la pela vaidade.
O casamento não deu certo; a bela, alegre e atraente deusa não se encantou pelo feio, coxo e encardido ferreiro, e o traiu com Ares. Eros, o garoto alado que atirava as flechas para que as pessoas se apaixonassem, é filho dessa união. Em Roma, Afrodite foi cultuada como Vênus, e Eros como Cupido.








Hera- 
Deusa da maternidade - Além de irmã de Zeus, também foi a sua mulher oficial. Protetora do matrimônio, extremamente ciumenta, buscava castigar
as mulheres pelas quais Zeus se apaixonava.
Não perdoava aqueles(as) que a ofendiam. As mulheres casadas
invocavam o seu auxílio no momento do parto. Em algumas cidades,
Ilítia ou Eileithyia, a divindade consagrada a esse acontecimento
identificava-se com a própria Hera, em outras como sua filha. Os
romanos tratavam Hera como Juno.




 







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Atena 
Deusa da sabedoria, indústria, justiça, guerra e artes. Era
filha somente de Zeus, que ao sentir uma terrível dor de cabeça,
pediu a Hefesto, deus do fogo e padroeiro dos artesãos, lhe abrisse o
crânio; então, dele saltou Atena, já adulta. Atena teria sido concebida
por Métis, a antiga deusa da prudência, que em alguns mitos foi a
primeira mulher de Zeus, porém havia uma profecia de que a criança










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Héstia – 
Deusa dos laços familiares, simbolizada pelo fogo da lareira.
Cortejada por Possêidon e Apolo, jurou virgindade perante Zeus;
embora não apareça com frequência nas histórias mitológicas, era
admirada por todos os deuses. Quando os gregos fundavam cidades
fora da Grécia, levavam o fogo da lareira como símbolo da ligação
com a terra mater. Em Roma era cultuada como Vesta; suas
sacerdotisas eram chamadas vestais, e faziam voto de castidade.




 








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Ártemis – 
Deusa da caça e da lua - Deusa das florestas, da caça e dos animais selvagens. Em algumas cidades era a deusa da fertilidade e do nascimento das
crianças; também era considerada a divindade da luminosidade lunar,
e protetora da juventude feminina.
Existiam contradições nos papéis a ela atribuídos. Ao mesmo tempo
em que era a deusa da caça, protegia os animais, especialmente os
cervos; embora fosse virgem, virtude que foi defendida em vários
mitos, protegia os partos.
Era descrita como uma mulher alta, que se destacava das ninfas que
a acompanhavam; portava arco e flecha, e era rodeada por uma
matilha. Também é representada com cabelo preso e seios à mostra.
Em Roma era venerada como Diana.
















Deméter
Deusa da vegetação -- Deusa da terra fértil, dos campos e dos cereais,pecialmente do trigo. Era uma das deusas mais antigas, associada
a Géia e à sua própria mãe Réia. Seu culto era praticado em diversas
regiões do mundo helênico, onde assumia os nomes de Cibeles
(Frígia), Ísis (Egito) e Ceres (Roma).









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Íris – 
Deusa do arco-íris - Iris é a Deusa do Arco-Iris, uma mensageira dos Deuses Olímpicos. Foi também descrita como serviçal ou menssageira de Hera.
Iris é uma Deusa tanto do mar quanto do Céu - seu pai, Thaumas, o maravilhoso, era um Deus do mar e, sua mãe, Elektra, o ambar, era uma resplandecente Deusa das nuvens. Para os gregos que moravam no litoral, o arco-iris era geralmente visto entre as nuvens e o mar.
Entre as nuvens e o mar... o céu e a terra... Iris divide a luz em cores... Mas com as condições corretas, senão a luz se escapa... o sol se põe ou a chuva enegrece o céu. Me parece justo que Iris seja então quem tempere... quem misture... água e luz para obter arco-iris. Misturar para obter beleza.









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Calíope – 
Deusa da poesia épica -Calíope é a musa da poesia épica. Filha de Zeus e Mnemósine (memória), é uma das noves musas, que têm por missão a inspiração dos seres humanos para que estes se tornem criativos na arte e na ciência.
Calíope foi mãe de Orfeu (poeta mítico e músico). Amada por Apolo, teve mais dois filhos: Himeneu (deus dos cantos nupciais, do casamento) e Iálemo (deus dos cantos tristes pelos que morrem jovens);
Calíope, na mitologia grega, surge representada com um estilete e tabuinhas de escrita nas mãos. De porte majestoso, aparenta ser uma jovem mulher, coroada de ouro, com supremacia entre as musas suas irmãs.
Camões, no início do Canto III de Os Lusíadas, pede a Calíope que o inspire para melhor contar a história de Portugal, como Vasco da Gama a relatou ao Rei de Melinde.













Terpsícore
 
Uma das nove musas da mitologia Grega, Deusa da Música e da Dança. Mãe das Sereias, com o rio Achelous. Filha de Zeus, irmão de Poseídon (assumiu o estatuto de Deus supremo do Mar, conhecido pelos romanos como Neptuno).
Pela sua disponibilidade e boa vontade em admitir no seu habitat marítimo outras espécies.
Pelo seu gosto pela dança do ventre que é uma expressão poética do corpo cheia de gestos e significados. É uma celebração à feminilidade, desenvolvida por mulheres e para mulheres.
(Acredita- se que a dança do ventre surgiu no Egipto, durante a dinastia faraónica, como parte de rituais oferecidos em templos por sacerdotisas para deusas como Ísis, em agradecimento à fertilidade, tanto feminina como do rio Nilo, que graças às suas cheias o alimento era garantido pela região)













 Érato
 
Amável, foi uma das nove musas da mitologia grega. Filha de Zeus e Mnemósine.
Era a musa da poesia lírica, representada com uma lira, e dos hinos.
Teve com Arcas o filho Azan. É representada com uma lira e por vezes com uma coroa de rosas.







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 Euterpe – 

Deusa da música e da poesia lírica, seu símbolo é a flauta. Dizem que foi ela que inventou a flauta e outros instrumentos de sopro.
Melpômene: deusa da tragédia; seu símbolo, uma máscara trágica e usa botas como os antigos atores de dramas.
Polímnia: deusa da poesia sacra e dos hinos; seu símbolo é um véu e é sempre retratada com um semblante sério e pensativo.










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Pomona
Pomona é a deusa das frutas, dos jardins e dos pomares. Seu nome vem da palavra latina pomum, que se traduz como "fruto". É apresentada em figura de uma bela ninfa. A tesoura de poda é seu atributo. Ela é deusa unicamente romana, nunca identificada com qualquer homólogo grego, e é particularmente associada com o florescimento das árvores. No século 19 em estátuas e decorações de edifícios ela era geralmente mostrada carregando um grande prato de frutas ou uma cornucópia. Uma estátuaCentral Park, pouco antes do Plaza Hotel em Nova Iorque. de Pomona nua pode ser vista na fonte do
A mitologia conta que Pomona dedicava seu tempo a podar as plantas que cresciam excessivamente e a cortar os ramos que saíam de seus lugares, e também, para que suas plantas prediletas não ficassem secas, conduzia até elas a água através de canais. Essa ocupação era seu objetivo e sua paixão, e estava livre do que Vênus, a deusa do amor inspira. Mantinha seu pomar fechado, sem permitir que nenhum homem entrasse lá. Muitos dariam tudo de que dispunham para possuir tal ninfa de beleza singular. Vertumno é o deus das estações, crescimento das plantas, bem como jardins e árvores frutíferas. Amava Pomona mais do que todos os outros; mas não tinha mais sorte do que eles. Ele pode mudar a sua forma à vontade, podendo se transformar no que quiser. Por vezes, sob um disfarce, ele se aproximara de Pomona. Certa vez, apareceu com um cesto de trigo e o entregou a ela. Outrora, carregando uma escada, dava a impressão de que ia colher maçãs. Assim, conseguia aproximar-se de Pomona freqüentemente e alimentava a paixão com a sua presença.











  Flora
Na mitologia romana, é uma ninfa das Ilhas Afortunadas. Esposa de Zéfiro e deusa das flores. Na Grécia é chamada de Clóris.
Flora é a potência da natureza que faz florir as árvores e preside a “tudo que floresce”. A lenda pretende que Flora foi introduzida em Roma (tal como Fides) por Tito Tácito, juntamente com outras divindades sabinas. Era honrada quer por populações itálicas não latinas como latinas. Algumas populações sabinas tinham-lhe consagrado um mês, o correspondente a Abril do calendário romano. Flora é a Deusa romana da primavera que ensina-nos a honrar tudo que cresce na natureza e no nosso interior. É uma deusa muito antiga para a qual Tito Tácio eregiu um altar em Roma. É a deusa que encarna toda a natureza e cujo nome se converteu na designação de todo o reino vegetal.

Em algumas povoações itálicas o mês de abril era consagrado à Flora. No dia 28 deste mês, em sua honra, se celebrava uns jogos chamados de Florália, que duravam até 3 de maio. Era tradicional a presença de cortesãs nestes cerimoniais. Durante estes festivais eram realizadas danças e ritos de fecundidade. Os romanos ornavam casas, ruas e templos com flores. Era época de muita alegria e regozijo na Roma Antiga..


 







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Polímniadeusa da poesia sacra e dos hinos; seu símbolo é um véu e é sempre retratada com um semblante sério e pensativo.





Camila Senna

Um pouco da Cultura "CIGANA" para as Fulanas...

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Os laços tribais são tão fortes que eles se tratam por parentes, primos e tios. Um cigano mentir a outro cigano é falta bastante condenável. Os cargos de chefia de tribo não são hereditários, são adquiridos pela sua competência, prestígio e idade.
O nascimento de uma criança é muito importante para a tribo, pois quanto mais crianças, mais poderosa a tribo se torna, já que os filhos servirão de defesa dos pais e amparo às mulheres.
Quando a criança nasce, a Phuri-day (mãe da tribo) prepara o alimento para a Fada do Destino que virá ver a criança. O seu primeiro banho é dado numa bacia de cobre. Dentro é colocado vinho com água de rio, flores brancas, moedas de ouro e jóias - para dar riqueza e sorte para a criança.
O cigano a princípio tem três nomes: o nome secreto só de conhecimento da mãe; o nome de batismo que só é do conhecimento da tribo; e o nome de batismo católico que é conhecido dos gadjes (não ciganos).
É ponto de honra entre os ciganos, tanto que os solteiros têm uma posição menos privilegiada.
Antigamente, o pedido de casamento era feito em volta da fogueira, lá se resolviam os dotes e outros detalhes. Para os ciganos, é bom casar pessoas do mesmo grupo ou tribo porque este se fortalecia muito mais.
Uma cigana só não pode casar por três motivos: quando o pai tem uma filha mais velha para casar; quando tem uma filha que arca com o sustento do grupo; e quando há incompatibilidade entre as duas famílias.
O ritual cigano de pós-morte é parecido ao ritual de pós-morte japonês, pois é celebrado com incensos e comidas de preferência do falecido. O povo cigano acredita que o espírito do falecido permanece na Terra, próximo da família, pelos sete dias seguintes ao falecimento. Por esse motivo, não aceitam cremação.
É um dos mais importantes fatores da cultura cigana. O amor para a família está acima de tudo. As crianças recebem amor, carinho e liberdade e têm o papel de levar adiante a existência do grupo. Os homens assumem a chefia do grupo. As mulheres são reservadoras dos laços culturais e religiosos e são muito respeitadas como mães.
Os anciões são guardiões e transmissores da cultura cigana. Devem ser respeitados pois são detentores das tradições. É o maior tesouro do cigano, ao contrário da cultura dos gadjes onde o idoso é menos respeitado porque não contribui economicamente.
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Sobre a música e sua magia:


A música aparece de maneira marcante na história de quase todos os povos, mesmo aqueles considerados primitivos ou selvagens, representando uma parte ativa e de importância na estrutura social e religiosa dos mesmos. As tribos indígenas do Brasil e da América do Norte são exemplos vivos de povos que dançavam e ainda dançam em ritos e cerimônias ofertados aos deuses.
A música árabe, flamenca e hindu são as que mais se assemelham à dança cigana. O povo cigano tem na dança uma de suas mais vivas e exuberantes formas de expressão, tirando dos passos, dos volteios do corpo, do rodar de suas saias, do meneio de suas cabeças e mãos, uma alegria contagiante e uma vivacidade talvez única.
Dependendo de sua origem, algumas ciganas dançam segurando pandeiros enfeitados com fitas coloridas, lenços esvoaçantes, leques ou flores. Os homens dançam com as mulheres apenas reforçando a presença masculina, sem toque ou contato físico entre eles. Nas danças em grupo é mantido o respeito entre homens e mulheres, sendo que os homens preferencialmente dançam em grupos somente masculinos, numa dança vibrante, máscula,com passos muito marcados, que requerem muita agilidade e grande condicionamento físico. Os bailados masculinos lembram as danças gregas e russas, que requerem muito mais um ótimo treinamento físico que simples passos de dança. Nas festas, a dança é livre, sem regras. Cada um se diverte como quer, nunca esquecendo o recato e os limites entre homens e mulheres. Nas danças cerimoniais ou rituais existe maior formalidade, os movimentos são mais singelos, curtos e lentos, a expressão do rosto é séria e as cores das roupas mais sóbrias, pois o importante é o fundamento do ritual, que em geral é a entrega de oferendas à natureza, tida como uma força divina, protetora e doadora de bênçãos. O violino, as castanholas, a guitarra cigana, o aderbaque, o banjo, o violão e o pandeiro são os instrumentos mais comuns entre os ciganos, apesar de variarem conforme a região de sua procedência.
Os ciganos procedentes da Espanha, os gitanos, dançam o flamenco, uma dança em dupla ou em grupo onde é forte o sapateado, o bater enérgico das palmas das mãos e o som das castanholas.A dança é aprendida desde a infância e não existe limite de idade para se dançar.
Suas roupas representam um dos aspectos mais importantes de sua cultura, pois além do significado próprio das vestes dentro dos costumes ciganos, traduzem também uma obediência às tradições do passado e uma das formas de mantê-las vivas ao longo do tempo.
As mulheres usam saias longas, geralmente até os tornozelos, numa demonstração de recato e ao mesmo tempo sedução. Acham desnecessário expor o corpo no pressuposto de que tudo que é muito fácil é desvalorizado. As blusas não possuem decotes ousados, as saias são rodadas e fartas, usando as ciganas mais ricas várias saias sobrepostas. O colorido é o forte atrativo de suas roupas. Muitas gostam de xales, fitas, rendas, possuindo um significado simbólico dentro de cada família cigana. As mulheres ciganas são muito vaidosas e faceiras, usando a discrição das roupas para fascinarem. As mulheres casadas usam o diklo, lenço de seda no cabelo, as solteiras não. O lenço não precisa cobrir todo o cabelo, mas apanhar um tanto do cabelo. Se uma mulher casada retira o lenço em público ou deixa de usá-lo isto é encarado como de mau agouro, desrespeito ao marido ou chamamento de viuvez. As jóias são usadas por ambos os sexos. Cordões de ouro, colares, pulseiras, anéis fazem parte da indumentária cigana como sinal de poderio econômico e elementos de proteção.
As cores possuem um significado que é usado tanto nas roupas femininas quanto masculinas. O vermelho simboliza a energia do fogo purificador e é usado para afastar as más influências e a negatividade; o amarelo traduz a riqueza, a vivacidade e a inteligência; o verde traz o simbolismo da cura, da esperança e da renovação da vida tal como acontece na primavera, que transborda de verde e cores mil, após o frio e o rigor do inverno. O povo cigano associa o azul ao céu, onde residem os espíritos guardiões e a Virgem Maria recoberta por seu manto azul; esta cor traz a tranqüilidade e a paz das esferas superiores, além de representar o elemento água. O cinza não é bem visto. O branco simboliza a pureza das crianças, dos anjos protetores e os estados virginais. O preto é usado como uma cor complementar ou de fundo, e raramente veremos um cigano vestido totalmente de preto, que é uma cor usada nos funerais, embora eles não tenham por hábito vestir luto. O preto é reservado para os rituais de magia junto com o branco e o vermelho.
Andar sem calçados também faz parte do misticismo cigano, pois acreditam que esta é uma maneira de descarregar a energia negativa na terra, ao mesmo tempo propiciando a entrada de energia positiva que vem do céu, do Sol, da Lua e das estrelas.
Os ciganos são pessoas que prezam o suficiente sua história e primam por mantê-la viva, inclusive no que diz respeito às vestimentas e à dança.

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Carmem é uma cigana encantadora que gosta de festa, música, dança e muitos sorrisos.
Trabalha juntamente com todas as forças da natureza, principalmente as do fogo, pois atua com as Salamandras.
Utiliza estrelas de cinco e seis pontas que represerespectivamente a magia e o amor.
Também utiliza a simbologia de uma espiral que é uma forma da antiga escrita voltada para a magia, cura espiritual e física, e a promessa de proteção contínua para a médium e os que a rodeiam.
Há muito tempo não reencarna aqui, mas também faz parte da grande missão de outros seres terrenos e de diversos tipos de entidades.
Tomou a identidade de cigana por ter sido a última em que passou por aqui, e foi preciso haver uma adaptação dela para chegar mais próxima das pessoas deste mundo, e assim atingir mais as massas, podendo assim se expressar e atender aos pedidos das pessoas, trabalhando com os seus sentimentos.
Seu trabalho é feito da seguinte forma: desperta nas pessoas o poder que elas mesmas possuem em realizar coisas boas.
A entidade é uma mensageira de amor, e uma representante do elo de ligações entre tantos mundos.
É protetora dos que sofrem de mal de AMOR, é a que acolhe e consola os abandonados. É natural da Espanha, viajou por quase todos os países de idioma hispânico e inspirou vários AMORES. É linda, vaidosa e grande dançarina de flamenco. Amorosa e determinada, auxilia em casos de amores impossíveis( mal do qual também é vítima). Resolve com suas magias casos de abandonos, tira rivais do caminho e e harmoniza casais. Prefere os médiuns ciganos, mas entra na aura de alguns gadjos com outros nomes, conforme a linha.

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Papo Interestelar...


 

To indo a pé para outra galáxia,
Queimando os pés em bolas de gás incandescentes...
Que se nomeiam estrelas (indecentes)!
Alienígenas maneiros me convencem que tudo é derradeiro!...
Instável, frágil, desordeiro...
Essa bomba não é de nada!... Diz o parceiro.
Zonza, apenas zonza por aquela química indestrutível
duvidei um pouco que eu estava lá...
E quando tentaram me clonar
Cai na real: "esse planeta eu conheço"!
Essa galera é de casa.
Nunca sai, estou no meu lar!



((( Gabriela tung zoing Boechat )))